Postado em 22 de julho de 2021

BNB completa 69 anos na luta pela redução das desigualdades regionais


O BNB foi fundado com a missão de ser um banco de desenvolvimento da região Nordeste e agente do Governo Federal na operação de políticas públicas capazes de minimizar as desigualdades regionais.

O Banco do Nordeste do Brasil completou 69 anos na última segunda-feira, 19 de julho. O BNB foi fundado nessa data, em 1952, com a missão de ser um banco de desenvolvimento da região Nordeste e agente do Governo Federal na operação de políticas públicas capazes de minimizar as desigualdades regionais.

Para Uirah Soares Amaral (@uirahsa), Diretor do SINDIBANCÁRIOS e trabalhador do BNB, “São 69 anos de muitas histórias, conquistas e sobretudo muita dedicação ao povo nordestino. Mesmo em momentos de dificuldades e em governos que viam neste Banco uma empresa para privatizar, o BNB nunca perdeu seu foco que é gerar riqueza e conquistas para um povo que muitas vezes estão excluídos do sistema bancários, como por exemplo as milhares de famílias que utilizam os programas de microcrédito rural (agroamigo) e urbano (crediamigo).”

O BNB lidera o financiamento a microempreendedores por meio do CrediAmigo, o maior programa de microfinança urbana da América do Sul, com 2,41 milhões de clientes ativos par uma carteira de R$ 7,57 bilhões. O banco lidera também o crédito rural, com participação de, em média, 55% de todos os financiamentos rurais, além de conferir atenção especial ao Semiárido, área prioritária nas aplicações do Banco. Além disso, o BNB é o gestor do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE) que, em 2020, aplicou na região um total de R$ 25,8 bi. Ao longo de 32 anos, aproximadamente R$ 349 bi em investimento na economia regional.

Entretanto, a gestão dos fundos constitucionais está sob ameaça. A Medida Provisória (MPV) 1052/2021, publicada no Diário Oficial da União no dia 19/5, promove uma série de mudanças nos fundos constitucionais de desenvolvimento regional do Norte (FNO), Nordeste (FNE) e Centro-Oeste (FCO) que podem prejudicar a sustentabilidade destes fundos e dos bancos públicos que os administram. De acorriado o Fundo Garantidor de Infraestrutura (FGIE) que focaria em projetos através de recursos da União em todo o país, mas que ddo com a MP, seria ceverá enfraquecer os bancos públicos regionais que gerem os fundos constitucionais (FNE, FNO e FCO).

Isso fatalmente deve acarretar na retirada de recursos dessas regiões mais pobres, beneficiando regiões economicamente mais desenvolvidas, e prejudicar o papel de instituições como o BNB, que se baseia nos recursos aplicados pelo FNE para financiar o funcionamento de projetos de desenvolvimento regional.

A Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) e as associações de funcionários dos bancos estão se articulando para derrubar a MP 1052/21. As entidades estão procurando os deputados e senadores para mostrar a eles os prejuízos que esta MP pode causar ao país e, especificamente, às regiões menos desenvolvidas. É fundamental defendermos o BNB nesse momento, que pode ser fundamental para a retomada da economia no cenário pós-pandemia.

 

FONTE: CONTRAF CUT