Postado em 3 de junho de 2019

Campanha nacional dos bancários 2019


Afinal, teremos Campanha nacional dos bancários esse ano ? Sim, o Acordo de 02 anos foi uma estratégia acertada. Este ano, mesmo já resolvidas as cláusulas salariais, temos questões importantes para mobilizar e organizar a categoria.
A partir desse mês estarão acontecendo as negociações permanentes com a Fenaban sobre as questões de saúde e condições de trabalho e segurança. Além das mesas específicas de cada banco.
Para além dessas bandeiras de luta, a resistência à proposta de reforma da previdência, defesa do emprego e defesa dos bancos públicos serão as mais estratégicas.
Os lucros dos bancos seguem exorbitantes, mas a diminuição dos postos de trabalho cresce ano após ano, com consequências muito ruins sobre a saúde dos trabalhadores.
A retomada do nível do emprego bancário a partir de 2004 levou os bancários a um patamar de mais de 500 mil trabalhadores em 2012. Mas a partir de 2015, esse quadro começa diminuir, apresentando sucessivos saldos negativos.
O reajuste salarial desse ano será de reposição do índice de inflação do período data-base com acréscimo de 1%.
Em relação às negociações de saúde e condições de trabalho, os bancos têm sido intransigentes em mesa de negociação, por exemplo, eles continuam negando os atestados médicos dos bancários e submetendo aos seus próprios departamentos médicos, como forma de negar o adoecimento relacionado ao trabalho e por conseguinte, deixar os trabalhadores vulneráveis ao desemprego e à assistência necessária.
Participamos da Conferência dos bancários da Bahia e Sergipe, do Encontro estadual dos bancários do BB e da Caixa e elegemos nossos representantes para os Congressos do BB, Caixa e para a Conferência nacional, que acontecem no início de agosto. Vamos também enviar representante ao Congresso dos funcionários do BNB.
Em julho, vamos realizar nosso Encontro regional dos bancários e bancárias do Extremo sul da Bahia.
Todas essas questões nos dão muita razão pra lutar. E enquanto categoria organizada nacionalmente temos que ir à luta. Nenhum direito a menos.