Postado em 17 de agosto de 2020

BANCÁRI@S DO EXTREMO SUL DA BAHIA REALIZAM ENCONTRO REGIONAL VIRTUAL INÉDITO


O Sindicato dos Bancários do Extremo Sul da Bahia- SINDIBANCÁRIOS, realizou neste último sábado (15/08), o seu 30° Encontro Regional com o tema: Campanha nacional, desafios, caminhos de mobilização e enfrentamento da crise social/econômica/sanitária. Pela primeira vez, o evento ocorreu virtualmente através da plataforma Zoom e foi transmitido pelas principais redes da entidade sindical.

O encontro deste ano contou com a participação de Kleytton Morais, Presidente do Sindicato dos Bancários de Brasília – DF; e de Hermelino Neto, Presidente da Federação dos Bancários da Bahia e Sergipe; e foi mediado por Carlos E. Coimbra, Diretor-Executivo do SINDIBANCÁRIOS. Inicialmente os convidados fizeram uma reflexão acerca da atual conjuntura brasileira, apontando as problemáticas existentes na esfera política e socioeconômica que originaram durante o governo Temer e se ampliaram a partir da política neoliberal do governo Bolsonaro, a mesma que insiste em retirar direitos fundamentais da classe trabalhadora.

Para Kleytton, “O cenário é extremamente preocupante, pois os bancos se preparam para diminuir custos, reduzir drasticamente o emprego bancário e manter os altos índices de produtividade”. Essa movimentação é parte da política bolsonarista que tensiona abrir o banco central ao sistema privado, assim, esvaziando os bancos públicos e projetando uma futura privatização. Diante deste contexto, Hermelino Neto afirmou que “A luta dos bancários é continuada, isto é, mesmo com diversas medidas provisórias do governo que agride a categoria – fim da jornada de 06 horas, abertura das agências bancárias aos sábados, individualização na negociação da PRL, dentre outras ameaças –, a organização sindical esteve mobilizada nos últimos dois anos em defesa dos direitos”.

O Presidente da FEEB também destacou que a Campanha Nacional entra num momento decisivo, pois até agora os bancos não apresentaram nenhuma resposta as reivindicações da categoria. Pelo contrário, exibiram suas pautas que são: diminuição do tempo de cobertura para o adiantamento do auxílio previdenciário, a volta do ranqueamento individual das metas e até sobre a PLR fizeram uma provocação duvidosa. Por fim, Neto afirmou: “Vamos ter que ampliar a mobilização”.

O Coordenador-Geral do SINDIBANCÁRIOS, Moisés Araújo, falou do momento desafiador para a categoria: “Estamos num cenário muito difícil com a crise sociopolítica e pandêmica; e requer firmeza para enfrentar os ataques do governo e dos bancos aos nossos direitos”.

Para João Climário, Diretor-Executivo do SINDIBANCÁRIOS e representante da Central Única dos Trabalhadores – CUT Bahia, “O momento é de unidade dos trabalhadores brasileiros e a categoria bancária devem intensificar as mobilizações nas agências e redes, tendo em vista que os bancos públicos estão sob ameaças de privatização”. Além disso, o Diretor da CUT sinalizou que é hora de denunciar as práticas dos banqueiros.

Posterior as intervenções, os presentes aprovaram uma série de resoluções que nortearão as ações de lutas na região. Os bancários e bancárias do Extremo Sul da Bahia vão lutar pela renovação da convenção coletiva e pelo o aumento real; seguirá em unidade de acordo com as orientações da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro da CUT – CONTRAF; apoiar e participar das agendas em defesa da democracia, soberania nacional, direitos, emprego e dos bancos públicos. A categoria também definiu o início das manifestações nas ruas e nas redes em defesa da CAIXA 100% pública; ampliar e intensificar a comunicação; manter a relação com outras categorias em luta; fiscalizar as agências para garantir o Protocolo Anti-Covid e realizar reuniões presenciais nas agências a fim de acrescer a mobilização.

Por fim, o Encontro Regional dos Bancários possibilitou inúmeras reflexões e um rico debate, deste modo, cumprindo uma importante fase na mobilização e na construção de um plano de ação. O cenário é desafiador e requer a participação de todos e todas para garantir os direitos existentes.